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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Personalidade: Discussões Outras

Dando continuidade aos avanços teóricos frutos de discussões elaboradas ainda no primeiro encontro e somados ao segundo, afirma-se a necessidade ímpar de levar em conta a interação entre fatores Genéticos e Ambientais para a compreensão do fenômeno humano. Cabe, aqui, ainda, a diferenciação da concepção leiga da científica. Vejamos: o leigo costuma falar de "grandes personalidades" enfocando aspectos isolados da Personalidade, construindo juízos de valor sobre o indivíduo. Este foco se realiza, comumente - como fora discutido no segundo e terceiro encontros do GEAPsi -, dando ênfase a algum aspecto do caráter (estrutura mutável da Personalidade). Assim, toma-se a parte pelo todo, minimizando a compreensão do indivíduo. Entretanto, a Psicologia - ou seria "Psicologias"? - conseguiu isolar os aspectos estruturais básicos da Personalidade enfocando o Temperamento - como aquele que faz relação direta ao orgânico, biológico, genético - e o Caráter - como aquele que é mutável, construído socialmente. Porém é-nos necessário dizer que o Temperamento também é passível de mudança, mais lenta, é verdade, mas considera-se algo possível e que abrange questões de cunho mais profundo, uma vez que leva em consideração a mudança real de aspectos biológicos. Mas essas questões merecem aprofundamento antes que se publique algo a respeito.


João Lins
Segundo Secretário

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Personalidade: Discussões Preliminares




No primeiro encontro do GEAPsi, uma controvérsia foi posta em evidência: A Personalidade é fruto do Natural/Genética ou do Ambiente/Meio Social? Após longas conversas e argumentações de ambos os lados, uma proposta foi levantada. Poderemos entender melhor o humano se o encararmos como um ser total. Em outros termos, uma noção sistêmica do Ser Humano é a forma mais completa que temos para encarar esse fenômeno extremamamente complexo que é o comportamento humano e sua base subjetiva. Note-se que esta é uma discussão introdutória, uma vez que não poderíamos dar prosseguimento a uma discussão deste nível sem construir um substrato sólido. A imagem escolhida para ilustrar esta postagem se baseia nesta noção de todo que podemos - e prosseguiremos neste intento - usar como mola-mestra para nossa construção teórico-prática de estudantes de Psicologia/Formação de Psicólogo ou Psicóloga. Mas o que significa essa concepção do humano? É entendê-lo como fruto da interação entre Genética e Ambiente. Usando uma alegoria vinda após as discussões, é vê-lo como uma sala escura que possui um interruptor(aspecto fixo, genético) e que posso ou não ligá-lo(fatores ambientais presentes ou ausentes). Assim, o ambiente vem como ativador de uma tal possibildade genética. Mas continuo na dúvida: Se o ambiente é quem ativa o genético - no humano - o que é mais importante nesta relação?


João Lins
Segundo Secretário