Dando continuidade aos avanços teóricos frutos de discussões elaboradas ainda no primeiro encontro e somados ao segundo, afirma-se a necessidade ímpar de levar em conta a interação entre fatores Genéticos e Ambientais para a compreensão do fenômeno humano. Cabe, aqui, ainda, a diferenciação da concepção leiga da científica. Vejamos: o leigo costuma falar de "grandes personalidades" enfocando aspectos isolados da Personalidade, construindo juízos de valor sobre o indivíduo. Este foco se realiza, comumente - como fora discutido no segundo e terceiro encontros do GEAPsi -, dando ênfase a algum aspecto do caráter (estrutura mutável da Personalidade). Assim, toma-se a parte pelo todo, minimizando a compreensão do indivíduo. Entretanto, a Psicologia - ou seria "Psicologias"? - conseguiu isolar os aspectos estruturais básicos da Personalidade enfocando o Temperamento - como aquele que faz relação direta ao orgânico, biológico, genético - e o Caráter - como aquele que é mutável, construído socialmente. Porém é-nos necessário dizer que o Temperamento também é passível de mudança, mais lenta, é verdade, mas considera-se algo possível e que abrange questões de cunho mais profundo, uma vez que leva em consideração a mudança real de aspectos biológicos. Mas essas questões merecem aprofundamento antes que se publique algo a respeito.
João Lins
Segundo Secretário
